Governo adia reunião com clubes sobre impactos da proibição das apostas
Foto: Juliana Alves / Poder 360
por Redação Rondônia Hoje
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O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, anunciou nesta segunda-feira (28) o adiamento da reunião que discutiria com clubes de futebol os impactos da proibição das apostas no Brasil. O encontro, que estava agendado para a terça-feira (29) em Brasília, terá sua nova data e horário definidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Segundo o Ministério do Esporte, a alteração foi necessária devido à proximidade da data original e à disponibilidade de voos para o deslocamento dos participantes, visando garantir uma maior participação no evento. No entanto, fontes do governo indicaram que o clima para a reunião não estava favorável, especialmente após a decisão de clubes como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo de não enviar representantes.
A reunião tinha como objetivo principal discutir as perdas de receita dos clubes com o fim dos patrocínios das casas de apostas. Quando marcada a nova data, o encontro contará com a presença de representantes da CBF, além dos ministérios do Esporte, da Fazenda e do Planejamento. O Palmeiras, embora aberto ao diálogo, manifestou a preocupação de que o momento, próximo às eleições de 4 de outubro, não seja o mais adequado para tal discussão, ressaltando a complexidade do tema e a necessidade de uma análise mais aprofundada dos impactos da medida.
Por outro lado, o Corinthians confirmou sua intenção de participar das discussões, buscando resolver questões relacionadas à dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal e manter uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torcedor do clube.
Em 2025, as apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes mais rentáveis do Brasil, correspondendo a cerca de 36% da receita de marketing dessas equipes, conforme levantamento da Sports Value. Antes da publicação da Medida Provisória (MP), empresas do setor já haviam sinalizado aos clubes a possibilidade de rescindir contratos caso a operação das apostas fosse proibida.
A MP estabelece que sites e aplicativos de apostas serão bloqueados no país a partir de 6 de outubro, com os apostadores tendo até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis nas plataformas. A publicidade e novos patrocínios relacionados a apostas foram proibidos imediatamente após a publicação da medida, mas contratos já existentes poderão permanecer até a data limite.
Além da MP, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que criminaliza a exploração e operação de apostas de quota fixa, prevendo penas de 4 a 6 anos de reclusão e multa para quem violar a nova legislação. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente para entrar em vigor.
Com informações de Poder 360.









