Fátima Cleide questiona letalidade policial em Rondônia
Foto: Mais Rondonia (maisrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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A deputada estadual Fátima Cleide, que ainda não tomou posse, já se posicionou sobre um tema crucial em Rondônia: a letalidade policial. Cleide questionou as mortes resultantes de intervenções policiais e a necessidade de proteger os jovens nas periferias, além de destacar as condições de trabalho dos profissionais de segurança.
O debate se tornou necessário diante do aumento alarmante das mortes em 2025, que subiram de oito casos em 2024 para 47, conforme levantamento de Rodolfo Jacarandá, baseado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados revelam um crescimento de 487,5% em um ano, com 46 das mortes atribuídas a policiais militares em serviço. Esse cenário exige uma investigação rigorosa sobre os protocolos adotados e as circunstâncias das ocorrências.
Outro estudo, referente ao período de janeiro a novembro de 2025, registrou 35 mortes, todas de homens, a maioria entre 16 e 29 anos, com Porto Velho concentrando 24 casos. A falta de registros sobre a escolaridade das vítimas destaca a necessidade de um acompanhamento mais detalhado dos dados, que são essenciais para formular políticas eficazes de segurança.
A crítica de Cleide ao governo de Marcos Rocha é clara: é responsabilidade da gestão apresentar relatórios transparentes sobre planejamento, aplicação de recursos e os resultados obtidos na área de segurança. O aumento de 62% nos gastos reais com segurança entre 2021 e 2025 deve ser analisado em relação aos resultados alcançados.
Além de prestar contas, o governo deve valorizar os policiais, garantindo a eles equipamentos adequados, treinamento contínuo e condições dignas de trabalho. A atuação policial não pode se limitar a abordagens superficiais; é necessária uma estratégia que envolva várias instituições para enfrentar o crime organizado.
Moradores de comunidades como Orgulho do Madeira e Morar Melhor também têm direito à segurança e à presença responsável do Estado. A retórica de “eliminar CPF” é criticada por banalizar vidas e desviar o foco do debate sobre segurança pública.
Em resposta a críticas, a assessoria de Fátima Cleide afirmou que suas declarações foram tiradas de contexto e que ela reafirma o respeito pela Polícia Militar e seus profissionais. O gabinete de Cleide se comprometeu a dialogar com a polícia e outros órgãos de segurança após sua posse, visando propostas e fiscalizações que melhorem as condições de trabalho e a valorização dos profissionais da segurança.
O debate proposto por Cleide é fundamental para que Rondônia tenha parlamentares dispostos a abordar questões difíceis e um governo que responda com ações efetivas. A cobrança por transparência e responsabilidade na segurança é uma necessidade urgente para a sociedade rondoniense.
Com informações de Mais Rondonia.









