Fátima Cleide é criticada após dizer que jovens têm medo da polícia em Rondônia
Foto: Jornal Rondoniagora / Rondonia Agora
por Redação Rondônia Hoje
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A deputada estadual eleita Fátima Cleide (PT) gerou polêmica ao afirmar em um programa de televisão que “jovens da periferia têm medo de policiais militares”. A declaração provocou uma reação imediata, incluindo uma nota de repúdio da Secretaria de Segurança Pública de Rondônia (Sesdec), que defendeu o trabalho e a dedicação dos profissionais de segurança do estado.
Entidades de classe, como a Associação dos Oficiais (ASOF) e a Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia (Assfapom), também se manifestaram, criticando a postura da parlamentar e ressaltando a importância do trabalho da polícia na proteção da sociedade.
O deputado eleito Fernando Silva (Republicanos) utilizou suas redes sociais para repudiar as declarações de Fátima Cleide. Em um vídeo, ele questionou a deputada sobre seu conhecimento da realidade local, já que, segundo ele, Fátima não reside em Porto Velho e passou apenas uma breve temporada na cidade durante a campanha eleitoral. “De onde a senhora tirou essa informação?”, questionou, destacando a honestidade e a competência da Polícia Militar, que, segundo ele, é uma das mais bem preparadas do Brasil.

Fernando Silva ainda afirmou que “quem tem que ter medo e tremer são os vagabundos, porque o cidadão de bem tem uma polícia preparada”.
Fátima Cleide também foi mencionada por seu alto salário no Governo Lula, onde ocupou um cargo na Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política (SENATP) do Ministério das Mulheres. Desde 2024, ela recebia um salário líquido de R$ 27.943,17. Durante o processo eleitoral, foi a única representante petista de Rondônia na equipe de transição do governo. A crítica é que, apesar de sua posição, ela não utilizou sua influência para promover investimentos em segurança pública no estado.
As reações em torno das declarações de Fátima Cleide destacam um debate mais amplo sobre a relação entre a polícia e a comunidade nas áreas urbanas, especialmente em contextos de desigualdade social.
Com informações de Rondonia Agora.








