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Eleitores devem ter cuidado com desinformação a três dias da eleição

A três dias da eleição, a mentira quer votar por você

Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

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Faltando apenas três dias para as eleições, os eleitores são alertados a redobrar a atenção com as informações que recebem, principalmente aquelas que circulam pelo celular. Mensagens alarmantes, como áudios ou vídeos que parecem comprometedores, podem chegar acompanhadas de um pedido para serem compartilhadas rapidamente, com a frase “Compartilhe antes que apaguem”.

Esse apelo à pressa é um dos principais métodos utilizados para disseminar desinformação, dificultando a verificação da veracidade das informações. Uma acusação pode se espalhar rapidamente por diversos grupos enquanto a pessoa alvo da mensagem ainda tenta entender a origem da ofensa.

Com o avanço da tecnologia, as fraudes se tornaram ainda mais sofisticadas. Os deepfakes, por exemplo, permitem criar imagens e áudios manipulados que fazem uma pessoa parecer ter dito ou feito algo que nunca ocorreu. Essa técnica transforma a voz e o rosto da vítima em ferramentas para enganar os eleitores.

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Para combater esse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu regras específicas para as eleições de 2026. O TSE proibiu a circulação de novos conteúdos sintéticos que alterem imagens, vozes ou manifestações de candidatos ou figuras públicas nas 72 horas que antecedem e nas 24 horas que se seguem ao pleito. Essa medida visa evitar a propagação de surpresas fabricadas em um período crítico da decisão eleitoral.

Entretanto, nenhuma regra pode substituir a responsabilidade do eleitor ao compartilhar informações. Encaminhar uma acusação sem verificar sua origem pode contribuir para a disseminação de desinformação. É importante lembrar que mensagens enviadas por amigos ou familiares, mesmo que confiáveis, podem ser baseadas em informações falsas.

Em estados como Rondônia, assim como no restante do Brasil, a escolha dos candidatos deve basear-se na análise de propostas e na avaliação das credenciais dos concorrentes. Montagens ou informações manipuladas podem desviar a discussão e influenciar as decisões dos eleitores sem oferecer uma base verdadeira.

As campanhas também têm um papel crucial nesse contexto. É fundamental que condenem a desinformação de forma consistente, independentemente de quem seja o alvo. A defesa da verdade perde força quando se ignora a desinformação que beneficia o próprio lado. Além disso, é essencial evitar o uso de termos como “fake news” para desqualificar informações que sejam legítimas, mas incômodas.

Nos últimos dias de campanha, o jornalismo tem uma responsabilidade ainda maior. Publicar informações corretas deve prevalecer sobre a urgência de ser o primeiro a noticiar. Acusações sérias requerem checagem rigorosa, identificação de fontes e a oportunidade de resposta para os acusados. Transformar informações duvidosas em manchetes pode dar credibilidade a quem busca manipular a opinião pública.

Os eleitores devem ser críticos e interromper a corrente de desinformação antes de compartilhá-la. Perguntas como: quem publicou originalmente? Existe uma fonte identificada? O material foi verificado por veículos confiáveis? são fundamentais para evitar a propagação de conteúdos falsos. É essencial exigir evidências antes de permitir que informações não confirmadas influenciem o voto, pois as consequências da escolha nas eleições podem perdurar por anos. Antes de compartilhar uma informação impactante, é crucial confirmar sua veracidade. A desinformação também busca votos e muitas vezes se esconde atrás de uma fachada convincente.

Com informações de NewsRondonia.

Classificação Indicativa: Livre

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