Democracia em Rondônia: quais os reais benefícios para o trabalhador?
Foto: Mais Rondonia (maisrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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A democracia brasileira, especialmente em Rondônia, enfrenta um dilema: como garantir direitos políticos sem assegurar condições dignas de vida para milhões de trabalhadores? Essa reflexão surge da observação direta da realidade política e social do estado, onde, apesar do direito ao voto, muitos continuam sem acesso a serviços essenciais como saúde e educação.
A crítica se concentra na ideia de que a democracia não deve ser apenas um processo eleitoral, mas uma garantia de vida digna. O autor Samuel Costa, advogado e cientista político, questiona se a democracia, tal como é praticada, não se tornou anacrônica. Segundo ele, o simples ato de votar não altera as condições materiais de vida de uma parcela significativa da população, que ainda enfrenta desigualdade em termos de patrimônio e renda.
Costa destaca que a narrativa de que qualquer um pode alcançar o sucesso através do trabalho é enganosa, já que as oportunidades não são igualmente distribuídas. Para ele, a luta de classes persiste, embora sua linguagem tenha mudado. Essa luta, segundo ele, se reflete na distância entre os que possuem patrimônio e os que dependem exclusivamente de sua força de trabalho.
O estado de Rondônia, com um PIB de R$ 80 bilhões, contrasta com as carências em serviços básicos. O autor questiona o verdadeiro impacto do crescimento econômico sobre a qualidade de vida dos cidadãos. Para ele, é fundamental discutir não apenas quanto o estado produz, mas como essa riqueza é distribuída e quem realmente se beneficia dela.
Além disso, Costa argumenta que a desigualdade econômica gera desigualdade política. Enquanto cidadãos comuns votam em intervalos regulares, grupos privilegiados têm acesso contínuo aos processos de decisão. Ele afirma que a democracia deve ser ampliada para além do momento eleitoral, incluindo acesso a serviços de qualidade e oportunidades para a construção de patrimônio.
Por fim, o autor conclui que a democracia precisa ser mais inclusiva, alcançando aqueles que produzem, mas não conseguem acumular, e aqueles que votam, mas sentem que as decisões são tomadas longe de suas realidades. Ele propõe uma reflexão sobre quem realmente participa das decisões sobre a riqueza que todos ajudam a gerar, questionando para quem, de fato, a democracia está funcionando.
Com informações de Mais Rondonia.









