Defesa de Flávio Bolsonaro busca transferir inquérito sobre filme no STF
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro apresentou quatro pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para transferir a relatoria do inquérito sobre a destinação de emendas parlamentares para André Mendonça, atualmente sob a responsabilidade do ministro Flávio Dino. As solicitações foram feitas entre 3 e 29 de julho deste ano, sendo duas delas encaminhadas ao presidente da Corte, Edson Fachin, e as outras duas diretamente a Dino.
Os advogados alegaram que Mendonça já é relator de outros procedimentos relacionados à produção do filme “Dark Horse”, que é uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa argumentou que a distribuição aleatória dos casos poderia criar uma “prevenção artificial”, uma vez que cinco dos seis procedimentos estavam sob responsabilidade de Mendonça, enquanto apenas um estava com Dino.
As investigações em questão envolvem supostos crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, relacionados a um total de R$ 62,8 milhões atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-controlador da produtora do filme. A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que não houve uso de verba pública no projeto, embora a apuração das emendas tenha se intensificado devido a denúncias de falta de transparência.
Na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, incluindo alvos como o ex-secretário Mário Frias. A operação foi autorizada por Dino e investiga crimes como peculato, falsidade documental e organização criminosa, com movimentações financeiras que somam centenas de milhões de reais e contratos que incluem cláusulas de confidencialidade.
Enquanto a defesa busca garantir que Mendonça conduza a análise das provas relacionadas ao Banco Master, a investigação sobre o uso irregular de verbas parlamentares permanece sob a responsabilidade de Dino, sem previsão de alteração na relatoria.





