Debate entre Flávio Bolsonaro e Lula aborda acusações sobre patrimônio e negócios
Foto: Brasil (cnnbrasil.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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No quarto bloco do debate promovido pela TV Globo na noite de sexta-feira (23), os candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discutiram a propriedade de uma ilha em Angra dos Reis, alvo de acusações do jogador Richarlison contra Flávio e o advogado Willer Tomaz. A conversa também abordou o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Lula iniciou a rodada questionando Flávio sobre a denúncia relacionada à ilha. Em resposta, Flávio indagou sobre um suposto presente de Vorcaro, um uísque avaliado em meio milhão de reais, pedindo que Lula esclarecesse a situação. Lula retrucou, afirmando que Flávio não aceita que o governo Bolsonaro fez de Vorcaro um banqueiro, insinuando que ambos estão interligados.
Flávio defendeu que o filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro, foi produzido sem financiamento público, apesar de investigações anteriores revelarem negociações de Flávio com Vorcaro para um patrocínio de US$ 24 milhões, dos quais pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente recebidos.

Durante o embate, Lula fez um “desafio” para que ambos abrissem seus sigilos bancários e fiscais, afirmando que já havia enviado sua documentação à Suprema Corte. Flávio garantiu que sua documentação estava disponível, mas Lula insistiu que Flávio deveria fazer o mesmo.
Lula questionou como Flávio poderia adquirir uma casa de alto valor com seu salário, ao que Flávio respondeu que seu patrimônio é fruto de sua carreira como advogado. Em seguida, Flávio acusou Lulinha de utilizar um “laranja” para declarar bens e fez menção à empresária Roberta Luchsinger, sugerindo que ela deveria ser responsabilizada pelas finanças do filho de Lula.
Nas considerações finais, Lula defendeu sua gestão, afirmando que o governo Bolsonaro gastou mais em cartões corporativos e ressaltou a importância de manter a democracia, alertando sobre o risco de um “miliciano” no Palácio do Planalto. Flávio, por sua vez, criticou Lula por acusações que considera infundadas e reiterou seu compromisso de não prometer o que não pode cumprir, destacando planos para aumentar o poder de compra da população e melhorar a segurança.
O debate, mediado por César Tralli, foi estruturado em quatro blocos, incluindo perguntas entre os candidatos e considerações finais. Cada candidato teve tempo para desenvolver suas respostas, com o quarto bloco sendo de tema livre e sem limite de intervenções.
Com informações de Brasil.








