Campanha “Não Passaremos Pano” combate assédio eleitoral a trabalhadoras domésticas
Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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A Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) e a ONG Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos lançaram a campanha “Não Passaremos Pano”, com o objetivo de dar visibilidade ao assédio eleitoral enfrentado por trabalhadoras domésticas no Brasil. A ação se concentra na prevenção e denúncia de coações que ocorrem no ambiente de trabalho, especialmente durante o período eleitoral.
O assédio eleitoral no contexto doméstico se caracteriza pelo abuso da autoridade do empregador, que pode constranger, intimidar ou tentar influenciar as escolhas políticas da trabalhadora. Essa prática inclui agressões verbais, ameaças de demissão e até a oferta de vantagens financeiras em troca de votos. Além disso, empregadores podem exigir informações pessoais, como o título de eleitor e a zona eleitoral da funcionária.
Representantes da Fenatrad e da Themis ressaltam que o isolamento do ambiente doméstico, aliado a fatores como dependência econômica e desigualdades de classe, gênero e raça, torna as trabalhadoras domésticas especialmente vulneráveis a esses abusos. A campanha busca reforçar que o voto é um direito livre e secreto, e que a contratação de serviços domésticos não confere ao empregador o direito de interferir na cidadania da profissional.
Até a noite de 22 de outubro de 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) havia recebido cerca de 1,7 mil denúncias relacionadas a assédio eleitoral, com um aumento nas notificações próximo ao dia da votação. Trabalhadores que presenciarem ou sofrerem coação política podem buscar orientação e registrar ocorrências em órgãos especializados. Para informações sobre os procedimentos de denúncia e a localização das unidades regionais, é possível consultar o site do MPT ou acessar orientações eleitorais no portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Em caso de assédio no trabalho, as vítimas são aconselhadas a armazenar evidências, como mensagens de texto e gravações, que comprovem o constrangimento. Os canais institucionais também garantem o sigilo da identidade da denunciante, permitindo o relato anônimo para evitar retaliações.
Com informações de NewsRondonia.









