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Brasil

BofA reduz previsão da Selic para 13,25% até o fim do ano

BofA reduz previsão da Selic a 13,25% no fim do ano após IPCA

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O Bank of America (BofA) informou que reduziu sua previsão para a taxa Selic, agora estimando que ela encerrará 2026 em 13,25% ao ano, após uma série de dados positivos sobre a inflação. A revisão foi publicada em um relatório nesta sexta-feira, 11 de agosto, que também aponta uma expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 16 de agosto.

Antes, o BofA projetava que a Selic terminaria o ano em 13,75%, apostando apenas no corte da próxima reunião. A nova previsão considera cortes de 0,25 ponto em todas as reuniões restantes do Copom em 2026, o que reflete uma mudança de perspectiva em relação ao comportamento da inflação.

David Beker, chefe de Economia no Brasil e Estratégia para América Latina do BofA, destaca que sua análise é “consideravelmente mais moderada” em comparação com o consenso do mercado. Ele argumenta que muitos investidores estão excessivamente preocupados com riscos eleitorais e pressões inflacionárias, sem considerar adequadamente a desaceleração da atividade econômica e do crédito.

Beker apresenta três razões principais para a expectativa de que o Banco Central não sinalize uma pausa no ciclo de afrouxamento da política monetária. Primeiramente, a inflação subjacente está apresentando melhoras e a projeção para o horizonte relevante não piorou, o que reduz a necessidade de manter as altas taxas de juros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,32% em agosto, após uma leve alta de 0,07% no mês anterior.

Em segundo lugar, a economia brasileira mostra sinais de desaceleração, com um crescimento de apenas 0,5% no segundo trimestre de 2026, enquanto o consumo das famílias caiu 0,4% no mesmo período. Além disso, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional subiu para 4,9% em julho, o maior nível desde 2011.

Por fim, Beker ressalta que, mesmo após possíveis cortes, a política monetária seguirá restritiva, o que indica que ainda há espaço para novos cortes antes que a taxa deixe de ser considerada alta. Ele conclui que o comunicado do Copom deve adotar um tom mais suave, mantendo a possibilidade de novos cortes no futuro, refletindo as condições econômicas em evolução.

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