Zema usa celular na cabine de votação e TRE-MG inicia apuração
Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do partido Novo, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, Minas Gerais, utilizando um celular na cabine de votação. O uso de dispositivos eletrônicos na cabine é proibido pela Justiça Eleitoral, com o objetivo de proteger o sigilo do voto.
Imagens do momento mostraram Zema com o aparelho durante o ato de votação. A equipe da Justiça Eleitoral que estava presente na seção não impediu o candidato de votar com o celular. Após o ocorrido, Zema explicou que levou o telefone por hábito e que não recebeu qualquer alerta sobre a proibição. Ele também afirmou que não fez fotos do voto e que utilizou uma ‘colinha’ em papel.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, anunciou que a Justiça Eleitoral abrirá uma investigação sobre o uso do celular por Zema na cabine. A legislação eleitoral é clara ao proibir que eleitores portem celulares, câmeras ou outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto, devendo esses aparelhos ser desligados e deixados em local indicado pela mesa receptora antes da votação. A violação do sigilo do voto é considerada crime eleitoral, com pena de detenção de até dois anos, mas a responsabilização do candidato dependerá da apuração das circunstâncias do caso.

O TRE-MG informou que os mesários são orientados sobre a proibição e que incidentes como esse devem ser apurados adequadamente.
Após a votação, Zema se manifestou confiante em sua candidatura, afirmando esperar que eleitores de diversos estados reconheçam sua trajetória nos setores público e privado. Ele comparou sua experiência como governador de Minas Gerais com uma possível gestão do país, considerando que o Brasil se assemelharia a uma “miniatura” de Minas em termos administrativos. O candidato também criticou uma decisão judicial que resultou no cancelamento de um debate presidencial, alegando que o Judiciário deveria adotar uma postura moderadora em vez de intensificar crises.
A Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que é proibido portar celulares ou qualquer instrumento capaz de registrar ou divulgar a escolha do eleitor dentro da cabine. O TRE-MG agora deverá avaliar as circunstâncias do caso de Zema e tomar as medidas cabíveis conforme a legislação eleitoral.
Com informações de NewsRondonia.








