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‘Tigre de Papel’ explora a máfia russa em Nova York nos anos 80

Crítica | ‘Tigre de Papel’ é um prático drama criminal que foca mais na forma que no conteúdo

Foto: Cine Pop (cinepop.com.br)

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

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O novo filme de James Gray, ‘Tigre de Papel’, leva os espectadores a uma imersão na Nova York dos anos 1980, onde um casal, Irwin (Miles Teller) e Hester Pearl (Scarlett Johansson), se vê envolvido em uma trama perigosa com a máfia russa. Com estreia marcada para 7 de janeiro de 2027 nos cinemas brasileiros, a produção explora temas de poder e sobrevivência em um contexto criminal.

A história se desenrola no Queens, onde Irwin, um engenheiro habilidoso, é visitado pelo irmão Gary (Adam Driver), um ex-policial que traz uma proposta arriscada: colaborar com uma empreiteira russa para limpar um local estratégico da cidade. Inicialmente hesitante, Irwin aceita participar do esquema, mas a situação se complica quando ele leva os filhos em uma “patrulha noturna” e acaba se envolvendo em uma chantagem orquestrada pelo chefão da máfia, Simeon Bogoyavich (Victor Ptak).

O título ‘Tigre de Papel’ refere-se a pessoas ou organizações que aparentam ser ameaçadoras, mas que na verdade são frágeis. Gray utiliza essa metáfora para revelar como os personagens, em sua busca por poder, acabam se confrontando com forças muito maiores. Apesar de alguns momentos estéticos impressionantes, o diretor parece priorizar a forma em detrimento do conteúdo, resultando em uma narrativa que, embora visualmente impactante, carece de profundidade.

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James Gray, conhecido por sua habilidade em criar atmosferas densas e personagens cativantes, faz referência a ícones do cinema como Brian De Palma e Sérgio Leone. Entretanto, a obra apresenta diálogos previsíveis e uma crítica à questão migratória que não é devidamente explorada. O elenco, formado por atores renomados, como Driver e Johansson, consegue sustentar a trajetória, especialmente na construção de suas complexas personalidades, apesar das limitações do roteiro.

‘Tigre de Papel’ se destaca como um drama funcional que captura a essência de filmes de máfia dos anos 1980 e 1990, embora dependa mais do talento de seus protagonistas do que de uma inovação narrativa significativa. O filme promete uma experiência visual rica, embora os espectadores possam sentir falta de uma exploração mais profunda das questões abordadas.

Com informações de Cine Pop.

Classificação Indicativa: Livre

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