Pular para o conteúdo
Publicidade
Entretenimento

Parasita do Coração aborda luto e memória em drama de ficção científica

Crítica | Parasita do Coração – Sci-Fi Usa Tecnologia para Falar de Luto e Memória [Festival do Rio]

Foto: Janda Montenegro / Cine Pop

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

COMPARTILHE:

O filme “Parasita do Coração”, exibido na Mostra Expectativa do Festival do Rio, aborda temas contemporâneos como luto, memória e saúde mental, especialmente relevantes em um contexto pós-pandemia. Dirigido e roteirizado por Miriam Louise Arens e Mitchell Arens, a obra apresenta a história de Avena (Amber Gray) e Mark (Juan Riedinger), um casal que enfrenta a dor da perda da filha, Zamira (Ellie Reine).

Na busca por lidar com o luto, os protagonistas recorrem à NeuraLife, um ecossistema digital que simula memórias, vozes e personalidades através de inteligência artificial. No entanto, uma falha no sistema faz com que memórias antigas voltem à tona, obrigando o casal a confrontar seu passado. Enquanto Mark se refugia na NeuraLife, Avena embarca em uma jornada introspectiva, questionando até que ponto a memória pode ser um obstáculo à aceitação da perda.

“Parasita do Coração” apresenta um ritmo contemplativo, que reflete o tempo necessário para o luto. Com uma duração de uma hora e quarenta e cinco minutos, o filme pode parecer mais longo devido à sua cadência reflexiva, que respeita o sentimento de dor e saudade.

Publicidade
oaltoacre

O roteiro explora a interação entre a inteligência artificial e o luto, sugerindo que as tecnologias podem criar ambientes onde os entes queridos falecidos são recriados, possibilitando interações que poderiam gerar novas memórias. Essa proposta delicada aponta para a singularidade da dor de cada um diante da perda.

Outro elemento notável é a inclusão de uma sala de terapia coletiva no enredo, onde Avena e outros personagens compartilham suas dores. Essa abordagem evidencia a importância do diálogo e do apoio coletivo na elaboração do luto, um aspecto que ressoa também na vida real.

Situando a história em um futuro não muito distante, “Parasita do Coração” alerta para um mundo em que a tecnologia e a realidade virtual se tornam tão integradas ao cotidiano que a linha entre realidade e projeção se torna indistinta. O filme, portanto, não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre as consequências emocionais da tecnologia em nossas vidas, especialmente em momentos de desespero e perda.

Com informações de Cine Pop.

Classificação Indicativa: Livre

Gostou? Compartilhe

Entretenimento

Ver todas
Publicidade
BANNER #1