Lula solicita abertura de sigilos, mas dados permanecem indisponíveis
Foto: Poder 360 (poder360.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
Publicado em
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, um pedido para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares. Apesar da autorização, os dados ainda não foram divulgados.
Os documentos apresentados consistem em procurações que autorizam o acesso a informações, mas não incluem extratos ou movimentações financeiras, que permanecem sob a custódia do Banco Central, das instituições bancárias, da Receita Federal e das operadoras de telefonia. O objetivo da campanha é que o ministro André Mendonça requisitasse esses dados às fontes oficiais e os tornasse públicos em uma plataforma acessível.
A entrega das autorizações foi realizada em mãos na sede do TSE, em Brasília, por Marcelo Pogliese, secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, acompanhado por Edinho Silva, presidente do PT, e outros membros da campanha. Mendonça, por sua vez, afirmou que os candidatos têm a liberdade de divulgar informações por conta própria e que a renúncia ao sigilo não depende de autorização judicial.
A campanha de Lula ressaltou um acordo com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que previa a requisição dos dados pelo TSE. Entretanto, Flávio deveria ter entregue suas autorizações até as 23h59 do mesmo dia, incluindo dados sobre a empresa Alcazar Holdings, uma offshore na Ilha da Madeira, que é controlada por Willer Tomaz de Souza.
A equipe de Flávio Bolsonaro, no entanto, afirmou que só abrirá seus sigilos após analisar as informações de Lula. O senador Deltan Dallagnol (PR) declarou que a campanha de Lula não apresentou novidades ao TSE, o que é contestado pela equipe petista, que afirma que as procurações estão devidamente anexadas ao processo.
O ministro André Mendonça agora deve decidir sobre a requisição dos dados e a intimação de Flávio. Caso essa solicitação seja negada, a campanha de Lula planeja recorrer ao plenário do TSE.
As autorizações apresentadas por Lula abrangem diversas pessoas, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, a nora Renata de Abreu Moreira, o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Tarciso Okamotto, e a primeira-dama, Rosangela Lula da Silva (Janja). Além disso, o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva e outros familiares também estão incluídos nas solicitações.
Embora a campanha tenha informado ter apresentado procurações para a obtenção dos dados, a divulgação pública de extratos e registros ainda não ocorreu. Os próximos passos dependem da decisão de Mendonça e da resposta de Flávio Bolsonaro sobre as autorizações solicitadas.
Com informações de Poder 360.








