Lula derrota Flávio Bolsonaro e freia avanço da direita na América do Sul
Foto: Brasil (cnnbrasil.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu frear o avanço da direita na América do Sul ao vencer Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste domingo (25). Esta vitória representa um abalo na onda conservadora que vinha se fortalecendo na região, especialmente com a eleição de líderes de direita em países como Equador, Chile, Colômbia e Peru, onde figuras como Daniel Noboa e José Antonio Kast assumiram a presidência.
Com essa derrota, Lula se junta ao Canadá e ao México como os únicos países das três maiores economias das Américas, além dos Estados Unidos, a serem governados por líderes de esquerda. Segundo Christopher Garman, diretor da Eurasia Group para as Américas, a eleição representa um “território mais perigoso” nas relações entre Brasil e Estados Unidos, embora haja limites para a ação americana devido aos interesses econômicos envolvidos, incluindo o significativo investimento de empresas dos EUA no Brasil.
Garman também observou a importância das terras raras brasileiras para os Estados Unidos, essenciais para reduzir a dependência americana em relação à China. No entanto, o principal desafio de Lula será a composição do Congresso, que se torna mais à direita. O bloco de partidos que apoiaram Flávio no segundo turno conta com 286 deputados federais, enquanto a coligação que reelegeu Lula possui apenas 124, o que representa menos de um terço do total na Câmara.

Lula precisará atrair o apoio de partidos neutros, como o MDB e o PSD, que somam 103 deputados, para garantir alguma governabilidade. Mesmo assim, essa estratégia pode não ser suficiente para alcançar uma maioria qualificada necessária para aprovar emendas constitucionais, que exigem 257 votos.
No Senado, a situação é semelhante. Dos 81 senadores que comporão a Casa a partir de 2027, 50 já apoiaram Flávio, o que torna difícil a aprovação de propostas e a criação de CPIs. O bloco progressista terá apenas 26 senadores, um a menos do que o necessário para solicitar uma investigação. Esse cenário impõe um custo político elevado para a governabilidade de Lula, que pode enfrentar desafios similares ou até maiores do que os que Dilma Rousseff enfrentou em seu segundo mandato.
Com informações de Brasil.








