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Ilda Santiago defende festivais de cinema voltados ao público diversificado

Ilda Santiago defende festivais voltados ao PÚBLICO e diz que cinema precisa apostar em novas histórias

Foto: Renato Marafon / Cine Pop

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

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Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, enfatiza a necessidade de que os festivais de cinema se conectem com diversos públicos e apresentem uma programação que inclua filmes de diferentes países. Em entrevista ao CinePOP, ela abordou a importância de incentivar o público a sair de casa e a explorar novas histórias, especialmente em um cenário dominado por franquias conhecidas.

Santiago destacou que a Premiere Brasil, uma seção do festival dedicada a produções nacionais, é um exemplo de como o evento busca valorizar o cinema brasileiro, proporcionando um espaço significativo para filmes locais em um contexto internacional. “O grande diferencial é que acontece no Rio de Janeiro, que é uma cidade realmente maravilhosa e tem uma atração bastante grande”, afirmou, ressaltando o orgulho que a equipe do festival sente ao apresentar produções brasileiras em um tapete vermelho.

A diretora também enfatizou que a diversidade na seleção de filmes é crucial. Ela deseja que a programação atenda a um público amplo, incluindo amantes de animações, terror, comédias e documentários. “Quero ter uma programação que atenda aos amantes do cinema, que são muito mais numerosos”, declarou. Santiago acredita que a resistência de alguns espectadores em assistir a filmes brasileiros pode advir da falta de contato com a variedade de gêneros disponíveis no país.

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Sobre o desafio de atrair o público de volta às salas de cinema, Ilda comentou que a indústria cinematográfica ainda busca entender o que leva as pessoas a escolherem ir ao cinema em vez de assistir a filmes em casa. “O público quer sair para alguma coisa em que tenha confiança, para sentir que o dinheiro e o tempo serão bem gastos”, disse. Ela reconheceu que as franquias e blockbusters oferecem uma sensação de segurança, mas ressaltou a importância de investir em novas histórias e formatos para a sustentabilidade do cinema a longo prazo.

Os festivais, segundo a diretora, têm um papel fundamental em apresentar obras que os espectadores podem não considerar inicialmente. “Os festivais precisam pensar no público. Eu penso no filme, mas também em como o público vai ter acesso a produções que provavelmente não seriam sua primeira escolha”, explicou. Ilda mencionou a realização de sessões gratuitas como uma estratégia para ampliar o acesso a filmes menos conhecidos, especialmente entre os jovens.

Ela acredita que a experiência de ir ao cinema deve ir além da exibição do filme, envolvendo encontros sociais e discussões. “O jovem não quer só ver o filme. Quer sair com os amigos, se encontrar, namorar, ter uma experiência completa”, afirmou.

Além de atrair espectadores, Ilda Santiago também se preocupa com a distribuição dos filmes após o festival. Ela se envolve diretamente com distribuidoras para garantir que as produções que considera valiosas encontrem um público maior. “Para mim, o melhor festival que posso fazer é aquele em que todos os filmes encontram distribuição”, concluiu, ressaltando a importância de entender a reação do público para ajudar na escolha das produções a serem distribuídas.

Com informações de Cine Pop.

Classificação Indicativa: Livre

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