Falso mutirão de cirurgias plásticas engana mulheres em Brasília
Foto: Thalita Vasconcelos / Metrópoles
por Redação Rondônia Hoje
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Um grupo de mulheres em Brasília denunciou um golpe relacionado a um falso mutirão de cirurgias plásticas, que prometia procedimentos gratuitos de redução de mama e colocação de próteses. A ação, chamada “Renova Mama, Um Recomeço”, usou a campanha Outubro Rosa como fachada para atrair pacientes.
As vítimas afirmaram que eram informadas sobre a necessidade de pagar apenas pelos insumos cirúrgicos, com valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Contudo, não havia um mutirão oficial do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e o nome da unidade foi utilizado indevidamente para conferir credibilidade à proposta enganosa.
A responsável pela iniciativa, identificada como Tayná Regina Oliveira Castro, 42 anos, também teria usado indevidamente os nomes de cirurgiões plásticos conhecidos no Distrito Federal, alegando que eles realizariam os procedimentos. Em entrevista ao Metrópoles, Tayná negou ser golpista e afirmou que foi “induzida a erro” pelas informações recebidas sobre as cirurgias.

Desconfianças começaram a surgir quando as mulheres, ao comparecerem às consultas, descobriram que não havia registro de atendimento. Algumas consultas foram desmarcadas às vésperas, enquanto outras pacientes foram orientadas a realizar exames médicos assinados por uma médica generalista.
Além disso, áudios enviados ao grupo de pacientes continham instruções sobre como proceder no dia das consultas, mencionando que agentes da Secretaria de Saúde estariam presentes para agendar as cirurgias. A responsável pelo projeto ainda justificou o uso da ONG como uma estratégia para facilitar a inclusão das pacientes.
As mulheres afetadas tentam recuperar os valores pagos, já que a denúncia foi registrada na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga o caso como estelionato. Até o momento, pelo menos 30 mulheres relataram ter sido enganadas.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, afirmou que acreditou na proposta por se tratar de um mutirão associado ao SUS e que nunca havia conseguido realizar a cirurgia devido ao alto custo. Ela descreveu a situação como uma frustração, não apenas pelo dinheiro perdido, mas pela crença no projeto.
Os cirurgiões plásticos mencionados na divulgação do mutirão negaram qualquer envolvimento. Um deles relatou que foi contatado por uma mulher que se apresentava como representante de uma ONG, mas não houve acordo ou autorização para a realização das cirurgias. Outro cirurgião esclareceu que os procedimentos realizados no Hran são de caráter reparador, e não estéticos.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que não recebeu denúncias formais sobre o caso e ressaltou que todos os procedimentos na rede pública são gratuitos e regulamentados pelo SUS. A pasta se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
Tayná, em sua defesa, afirmou ter sido enganada e que busca esclarecer a situação para restituir os valores pagos pelas vítimas.








