Desafio da gestão pública: gastar melhor para fomentar inovação
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por Redação Rondônia Hoje
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No Brasil, o papel do Estado como motor do desenvolvimento é amplamente reconhecido, principalmente em um cenário econômico marcado por altas taxas de juros. Muitos dos mais abastados preferem viver de rendimentos a investir ou inovar, e a simples menção à redução de juros provoca reações intensas de críticos que evocam o temor da inflação. No entanto, países como os Estados Unidos e diversas nações europeias demonstram que é possível conviver com juros baixos sem enfrentar hiperinflação.
Diante da independência do Banco Central, a tarefa de controlar os juros no Brasil é complexa. O cenário atual é marcado por um BC que, apesar de independente, se vê atrelado às demandas de economistas que, muitas vezes, priorizam cortes fiscais em vez de buscar soluções que aliviem a dívida pública.
Diante dessa realidade, os gestores públicos precisam aprender a gastar de forma mais eficiente, especialmente porque muitos governos e prefeituras dependem fortemente dos repasses da União. A chave para essa eficiência é uma gestão pragmática, onde os gastos devem ser necessariamente proporcionais à arrecadação. Isso implica em um controle rigoroso e uma análise crítica dos investimentos, que não devem ser avaliados apenas por seus custos, mas também pelo retorno que podem gerar em termos de inovação e produtividade.

Um exemplo claro é o investimento em saneamento básico, que, apesar de seu custo inicial, traz benefícios a longo prazo, como a redução de doenças e a melhoria da qualidade de vida. No entanto, medir o custo de inovações tecnológicas e o desenvolvimento de talentos humanos é um desafio. O Brasil tem perdido muitos profissionais qualificados para o setor privado e para o exterior, em parte pela falta de um critério claro para avaliação e incentivo à inovação.
A tentativa de estimular a inovação sem custos é considerada por muitos uma abordagem ineficaz. Em um contexto capitalista, a meritocracia necessita de reconhecimento financeiro. Portanto, se as administrações desejam acompanhar as inovações, é crucial reavaliar seus critérios de investimento, implementando legislações e sistemas de controle mais flexíveis.
Quanto à produtividade, é essencial que os gestores entendam que os ganhos em formação de lideranças e no desenvolvimento do capital humano não podem ser reduzidos a meras análises financeiras. A gestão pública deve priorizar o investimento em inovação e no desenvolvimento humano, pois isso está diretamente ligado à produtividade. Porém, a busca por gastar menos muitas vezes resulta na escolha de soluções tradicionais, que podem ser práticas, mas não promovem o verdadeiro progresso desejado.
Com informações de Mais Rondonia.







