Custo de vida e imigração impactam Midterms e pressão sobre Trump
Foto: Brasil (cnnbrasil.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms. Neste pleito, estão em jogo todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados e 35 das 100 cadeiras do Senado, representando um importante teste para o presidente Donald Trump.
Os republicanos buscam manter o controle do Congresso, enfrentando um cenário de insatisfação popular relacionado ao custo de vida, à polarização em torno da imigração e à queda na popularidade do presidente. A avaliação do governo costuma ser um termômetro em eleições dessa natureza.
A preocupação com o custo de vida é uma das principais questões levantadas pelos eleitores. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, divulgada em outubro, indicou que 50% dos entrevistados consideram esse tema o mais relevante para suas decisões de voto. Entre as despesas que merecem mais atenção dos parlamentares, os eleitores destacaram saúde, gasolina, alimentação e moradia.

O aumento nos custos de combustíveis é um dos fatores que intensificaram a preocupação. O preço médio da gasolina alcançou US$ 4,28 por galão, um aumento de US$ 1,20 em comparação ao ano anterior, enquanto o diesel subiu para US$ 6,32, um acréscimo de US$ 2,70. Além disso, os custos de mantimentos aumentaram 1,8% e os preços de casas subiram 2,1% no último ano.
O debate sobre saúde também é central, especialmente após a prorrogação de um corte de impostos que reduziu em cerca de US$ 1 trilhão os gastos com o Medicaid. Os democratas, por sua vez, tentaram prorrogar subsídios de saúde que beneficiavam 24 milhões de norte-americanos, o que gerou um impasse que levou à paralisação do governo.
A imigração é outro tema que gera divisões. Dados preliminares do Departamento de Segurança Interna apontam uma queda de 95% no número de imigrantes detidos na fronteira sudoeste em comparação com a administração Biden. No entanto, a política migratória do governo enfrenta críticas em decorrência de confrontos fatais envolvendo agentes de imigração, o que levou a propostas de impeachment de autoridades e até a discussões sobre a abolição do ICE.
A popularidade de Trump também é um fator significativo nessa eleição. Apesar de sua queda, o presidente intensificou sua participação na campanha, promovendo comícios em diversos estados. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, divulgada na véspera das eleições, revelou que apenas 32% dos norte-americanos aprovam sua gestão, um número próximo do recorde negativo de 31%. Em contraste, um levantamento da CNN indicou que 49% dos entrevistados preferem o candidato democrata de seu distrito, enquanto 39% optam pelo republicano.
Os democratas acusam Trump de não cumprir promessas feitas durante sua campanha, principalmente em relação à redução do custo de vida e à resolução de conflitos internacionais, como a guerra com o Irã. A manutenção do controle republicano no Congresso é vista como crucial para que Trump possa avançar sua agenda legislativa nos próximos dois anos. Caso os democratas conquistem uma das Casas, terão mais poder para barrar propostas do governo e aumentar a fiscalização das ações da administração.
Com informações de Brasil.








