Ex-chefe do BC recebeu R$ 500 mil mensais de Daniel Vorcaro, revela PF
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Ex-chefe do BC recebeu R$ 500 mil mensais de Daniel Vorcaro, revela PF Relatório da PF indica que ex-chefe do BC vazou informações em troca de pagamentos altos. Detalhes das investigações e benefícios são revelados. A Polícia Federal (PF) apresentou um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) que revela que Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central (BC), recebeu pagamentos mensais de R$ 500 mil do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Esse montante teria sido oferecido em troca de informações sigilosas.
Pagamentos e benefícios recebidos
De acordo com as investigações, um dos pagamentos chegou a surpreendentes R$ 760 mil, conforme mensagens trocadas entre Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e o próprio ex-banqueiro. Vorcaro, que era proprietário do extinto Banco Master, teve sua instituição liquidada pelo BC em novembro do ano passado. O relatório também menciona que Santana foi agraciado com despesas de refeições e até um guia em Paris, todas custeadas por Vorcaro.
Outras vantagens indevidas
Além de Santana, Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do BC, também foi citado por receber vantagens. A PF identificou que ele teve uma viagem à Disney financiada e que houve uma “aquisição atípica” de um imóvel rural relacionado a ele.
Consultores de Vorcaro
O relatório da PF, com 164 páginas, indica que ambos os servidores, Santana e Souza, atuaram como consultores de Vorcaro, participando de reuniões estratégicas e revisões de documentos, incluindo encontros em sua residência. As mensagens trocadas entre eles evidenciam a comunicação direta com o ex-banqueiro, onde Souza expressa ser “prioridade absoluta” discutir assuntos relacionados ao Banco Master.
Desdobramentos das investigações
As ligações entre os dois servidores do BC e Daniel Vorcaro já eram conhecidas após a prisão preventiva do ex-banqueiro. Contudo, a liberação do sigilo do relatório trouxe à tona detalhes sobre as alegações de remuneração indevida. Ambos os ex-funcionários do BC, afastados de suas funções, negam as acusações e afirmam que as despesas com viagens e outros benefícios foram custeadas por eles mesmos. A Agência Brasil está tentando contatar suas defesas para obter um novo posicionamento sobre o caso. A situação levanta questionamentos sobre a integridade e a transparência das operações dentro do Banco Central, especialmente em um momento em que a Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Banco Master.





